
No dia de ontem (24 de setembro), quando estava previsto um ato dos servidores do IBGE lotados na unidade do Horto Florestal contra as mudanças no estatuto do Instituto pretendidas pelo presidente Márcio Pochmann, os servidores se depararam com novas medidas anti-sindicais por parte da direção do IBGE. Por meio de ofício, a Diretoria-Executiva do Instituto informou à ASSIBGE que “atividades sindicais não são permitidas” dentro da unidade do Horto Florestal.
Ato contínuo, uma coordenadora de núcleo sindical da ASSIBGE, servidora aposentada, foi expulsa do espaço ocupado pelo IBGE no Horto por seguranças terceirizados. De forma mais ampla, os seguranças informaram que, por ordem da Diretora-Executiva do IBGE, Flávia Vinhaes, estava proibido o acesso à unidade do Horto tanto a servidores aposentados quanto a servidores do IBGE de outras unidades.
Essas restrições, de caráter ilegal, têm evidente feitio retaliatório e buscavam dificultar a mobilização dos trabalhadores no que fracassaram, diga-se de passagem. Não se trata de novidade: quando tentava impor a criação da fundação de direito privado “IBGE+”, a gestão Pochmann lançou mão de uma série de medidas anti-sindicais: criminalização de greves, uso da comunicação institucional para atacar os servidores e o sindicato, ameaças de cobranças retroativas aos núcleos sindicais, chegando ao ridículo de cogitar questionar juridicamente até mesmo o uso da sigla IBGE no nome da ASSIBGE.
A ASSIBGE não se intimidou no passado e não se intimidará agora. A Executiva Nacional da ASSIBGE manifesta solidariedade aos servidores lotados no Horto, em especial aos coordenadores sindicais que foram expulsos ou impedidos de ingressar nas instalações, e estará articulada ao núcleo sindical local para tomar as medidas cabíveis.


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