No dia 22 de outubro, a nova diretoria da Executiva Nacional da ASSIBGE se reuniu com a Direção do IBGE, na sede do Instituto. A ASSIBGE foi representada presencialmente por Antonio Da Matta, Marlene, Fatmato Hany, Helvecio, Aline Carneiro, Clician e Diogo, e remotamente por Elvis Vitorino, Neilton e Luciano. Pela Direção do IBGE participaram Flávia Vinhaes, diretora-executiva; Rose Rodrigues, diretora-executiva adjunta; e Denis Maracci, assessor da Presidência, que acompanhou remotamente. O presidente do IBGE estava em viagem internacional.


A reunião foi aberta pela Direção Executiva, que trouxe à pauta a questão do pagamento de aluguel pelos espaços utilizados pela ASSIBGE em prédios do IBGE. O sindicato informou que o tema já foi tratado junto ao Ministério do Planejamento e Orçamento (MPO) e que aguarda a avaliação do Ministério para apresentar uma contraproposta ao Instituto.
Em seguida, a ASSIBGE abordou o tema do aditamento mensal e das avaliações dos contratos dos trabalhadores temporários, destacando críticas aos critérios heterogêneos e pouco transparentes utilizados na atribuição das notas. Segundo o sindicato, muitas notas são mantidas em 7, justamente para garantir o aditamento mensal, o que abre espaço para condutas chantagistas e assediadoras. A ASSIBGE solicitou um relatório com a média das notas por SES e por agência.

A Direção Executiva afirmou não ter ingerência sobre os critérios adotados pelos gestores das agências, responsáveis pela atribuição das notas. Diante disso, o sindicato solicitou à Direção a harmonização dos critérios de avaliação e a mudança do aditamento para periodicidade semestral. A Direção respondeu que considera adequado o modelo atual — aditamento trimestral para notas acima de 7 e mensal para nota 7 —, argumentando que a demissão de um temporário antes do término de um aditamento semestral implicaria o pagamento de indenização. O sindicato contrapôs que esse argumento é contraditório, já que a própria Direção reconhece que apenas 2% dos temporários não cumprem os três anos de contrato.
A ASSIBGE cobrou ainda a realização de reunião com o presidente do IBGE, a área de Recursos Humanos e o sindicato, para tratar do aditamento e de outras pautas relacionadas aos temporários, conforme havia sido acordado anteriormente. O ponto ficou em aberto.
O sindicato também questionou se a atual Direção concorda com a substituição de temporários em fim de contrato nos meses finais de vigência dos PSS. A Diretora Executiva respondeu que não tem ingerência sobre os desligamentos, que são de responsabilidade das Superintendências, mas orientou que casos de desligamentos sem justificativa sejam encaminhados pelos canais oficiais da instituição.
Outro ponto abordado foi o envio do relatório com as estatísticas sobre assédio moral e sexual, solicitado pela ASSIBGE. O pedido foi atendido imediatamente pela Direção do IBGE após a reunião.
O sindicato questionou também o motivo de o governo ter autorizado o provimento de apenas 25% das vagas do CPNU para o nível superior, excluindo os cargos de nível técnico. A Direção Executiva informou que o IBGE solicitou autorização para todos os cargos, mas que, por determinação do Ministério da Gestão e da Inovação (MGI), foram chamados apenas os 25% referentes ao nível superior. O IBGE enviou ofício ao MGI pedindo esclarecimentos sobre a não convocação dos técnicos, mas ainda não recebeu resposta. A Direção sugeriu que o Sindicato também paute o tema junto ao MGI.
Ainda sobre o CPNU, a ASSIBGE lembrou que, além do não preenchimento das vagas disponíveis, não houve espaço para concurso voltado a perfis especializados, como os de demógrafos. O sindicato destacou que isso representa um custo institucional alto e defendeu a realização de um concurso exclusivo para o IBGE. A Direção reconheceu falhas no processo, mas afirmou que o CPNU é uma boa alternativa, avaliando que o resultado foi positivo em comparação a outros órgãos que também participaram do certame.
Em seguida, foi discutida a proposta de alteração do Estatuto do IBGE. A ASSIBGE manifestou rejeição firme à minuta apresentada, informando que 25 assembleias de núcleos sindicais a reprovaram, posição também expressa em cartas assinadas quase unanimemente por coordenadores e gerentes da DPE e DGC. Além disso, o sindicato criticou o formato da consulta e as regras de consolidação das contribuições.
A Direção respondeu que se trata apenas de uma minuta e que todos os servidores podem enviar sugestões. O Sindicato, no entanto, reiterou que, embora reconheça a necessidade de alterações estatutárias, discorda da minuta inicial e do formato de consulta, lembrando que a atual gestão havia se comprometido com a realização de um Congresso Institucional — uma bandeira histórica da categoria.
A ASSIBGE também observou que não há clareza sobre como as contribuições enviadas serão tratadas, entendendo que o processo não está sendo conduzido de forma democrática. O Sindicato ainda afirmou não ter conhecimento da publicação da composição do “conselho diretor ampliado”, supostamente responsável pela elaboração da minuta, e solicitou o relatório do consultor contratado para apoiar o projeto de revisão do estatuto.
A Direção informou que as contribuições estão sendo consolidadas, mas sem detalhar por quem nem de que forma, e afirmou que uma nova minuta será submetida à consulta posteriormente.
No que diz respeito ao mérito da proposta, a ASSIBGE reafirmou sua oposição à centralização de poder na figura do presidente do IBGE. A Direção Executiva reiterou que as mudanças propostas seguem a Lei de 1973. O Sindicato contrapôs defendendo a ampliação de conselhos deliberativos na estrutura de governança da instituição, por meio da realização de um congresso institucional que trate da alteração do estatuto e do planejamento estratégico.
Por fim, foi abordada a situação orçamentária do IBGE. A Direção Executiva informou que o orçamento havia se esgotado, mas que na semana anterior foi obtida uma suplementação de R$ 40 milhões, garantindo a continuidade das atividades do Instituto.


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