
O diretor da ASSIBGE Sindicato Nacional, Paulo Lindesay, participou na tarde desta terça-feira, 25 de novembro de 2025, da audiência pública realizada às 16h30 no auditório Nereu Ramos, no Anexo II da Câmara dos Deputados, para denunciar os graves prejuízos da Reforma Administrativa em debate no Congresso.
A PEC nº 38/2025, apresentada pelo governo federal como uma modernização do serviço público, mas que, na prática, representa um profundo retrocesso. Durante sua intervenção, Paulo Lindesay ressaltou que a proposta não fortalece o Estado nem melhora a prestação de serviços à população. Ao contrário, fragiliza a estabilidade, amplia a rotatividade, reduz a autonomia técnica e abre caminho para práticas que o Brasil ainda luta para superar.
A PEC facilita o patrimonialismo, o apadrinhamento e a corrupção na administração pública, afirmou o diretor da ASSIBGE-SN, destacando que o texto desmonta mecanismos de proteção ao interesse público e favorece interferências políticas sobre o trabalho técnico impactos que atingem diretamente o IBGE e todos os órgãos essenciais do Estado.
Além disso, a Reforma Administrativa ameaça servidores e servidoras ao precarizar vínculos, diminuir investimentos, comprometer carreiras e enfraquecer a capacidade do Estado de garantir direitos, políticas públicas e atendimento qualificado à população.
A ASSIBGE-SN reafirma seu compromisso com a defesa do serviço público e dos trabalhadores e trabalhadoras do IBGE. É fundamental intensificar a pressão sobre os deputados e ampliar as mobilizações, garantindo que toda a sociedade compreenda que o objetivo da Reforma Administrativa não é modernizar o Estado, nem proteger a economia do país. O verdadeiro propósito é reduzir o Estado justamente onde ele é mais necessário: nos investimentos sociais e na garantia de direitos.
Saudações sindicais,
ASSIBGE Sindicato Nacional


Deixe um comentário
Você precisa fazer o login para publicar um comentário.