
A ASSIBGE-Sindicato Nacional esteve presente, ontem, 14 de dezembro, nos atos realizados em todo o país contra o chamado PL da Dosimetria, projeto aprovado na Câmara dos Deputados que, na prática, representa uma anistia disfarçada aos responsáveis pela tentativa de golpe de 8 de janeiro de 2023.
Ibegeanas e ibegeanos de vários estados foram às ruas, somando-se a sindicatos, movimentos sociais, artistas e organizações populares, reafirmando que não há democracia possível com impunidade para quem atentou contra o Estado Democrático de Direito.
A pauta das mobilizações girou em torno de duras críticas ao Poder Legislativo, classificado em faixas e cartazes como “inimigo do povo”, e à tentativa de aliviar as penas do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e dos demais condenados por crimes golpistas. Manifestantes de todo o país entoaram palavras de ordem como “Sem anistia” e “Trabalhador, preste atenção, Hugo Motta é inimigo da nação”.
No Rio de Janeiro, o ato contou com a presença de artistas como Caetano Veloso, Gilberto Gil e Chico Buarque. Já na Avenida Paulista, em São Paulo, participaram Zélia Duncan e Chico César. Além do Rio e de São Paulo, houve atos em Brasília e em quase todas as capitais brasileiras, como Belo Horizonte, Salvador, Manaus, Belém, Natal, São Luís, João Pessoa, Campo Grande, Maceió, Teresina e Florianópolis, evidenciando a dimensão nacional da luta contra a impunidade.
A convocação dos atos ocorreu após a Câmara dos Deputados aprovar, na quarta-feira, 10 de dezembro, um projeto que substitui a anistia ampla por redução significativa de penas para o ex-presidente e demais envolvidos nos ataques às sedes dos Três Poderes. Pelo texto do relator, deputado Paulinho da Força (Solidariedade-SP), a pena de Bolsonaro, que poderia chegar a 27 anos e 3 meses de prisão em regime fechado, cairia para apenas 2 anos e 4 meses.
O projeto ainda seguirá para votação no Senado, onde o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), já sinalizou a intenção de apreciá-lo ao longo de 2025.
Para a ASSIBGE-SN, o PL da Dosimetria não promove justiça, mas sim impunidade, enfraquecendo as instituições democráticas e abrindo precedentes perigosos para novos ataques ao regime democrático.
Defender a democracia é tarefa de toda a categoria.
Sem anistia para golpistas.


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