
FOTO: Eduardo Almeida
Servidoras e servidores públicos das três esferas, fizeram uma marcha contra a reforma administrativa, na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, na manhã de ontem, quarta-feira (29). Os ibegeanos se fizeram presentes em peso, 24 núcleos sindicais e mais de 90 participantes, somos contra a pec mascarada de “reforma”, que ameaça o serviço público, os direitos dos servidores e o próprio papel do Estado brasileiro.

A Marcha Nacional Unificada dos Serviços Públicos contra a Reforma Administrativa foi construída pela ASSIBGE, em articulação com as demais entidades que compõem o Fórum das Entidades Nacionais dos Servidores Públicos Federais (Fonasefe). Nossas caravanas saíram de diversos estados e a Executiva Nacional do sindicato esteve presente e articulou do início ao fim nossa participação na luta. Foram cerca de 40 mil servidores de todo o país em Brasília, unidos, para dizer não à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 38/2025.
Apresentada sob o pretexto de modernizar o serviço público e acabar com privilégios, a PEC 38/2025, nova proposta de Reforma Administrativa, esconde ataques ainda mais duros do que os da PEC 32/2020, derrotada pela mobilização firme das trabalhadoras e trabalhadores do setor público. A proposta aprofunda o desmonte do serviço público ao prever cortes orçamentários, demissões baseadas em avaliações de desempenho e ampliação dos vínculos temporários e das terceirizações. Além disso, a proposta subordina as políticas públicas a interesses privados, amplia desigualdades entre servidores e servidoras, restringe a negociação coletiva, reduz salários e aposentadorias e intensifica o processo de privatização do Estado.


FOTOS: Eduardo Almeida
Diversos parlamentares estiveram presentes em apoio ao movimento, como Érika Kokay (PT-DF), Natália Bonavides( PT-RN), Professor Reginaldo Veras (PDT-DF), Alice Portugal (PCdoB-BA), Ana Pimentel (PT-MG), Fernanda Melchionna (PSOL-RS), Glauber Braga (PSOL-RJ), Idilvan Alencar (PDT-CE), Professora Luciene Cavalcante (PSOL-SP), Sâmia Bomfim (PSOL-SP) e o deputado distrital Fábio Felix (PSOL).



Uma enquete pública da Câmara dos Deputados mostrou que 96% dos mais de 60 mil participantes se declararam contrários à PEC 38/2025. A pressão social também levou nove deputados federais a pedirem, desde terça-feira (28), a retirada de suas assinaturas de apoio à proposta.

Apesar de essas retiradas não terem efeito prático imediato, já que o protocolo da PEC só é anulado com a desistência da maioria dos signatários, o movimento é visto como um indicativo das dificuldades de tramitação do texto no Congresso.
A Executiva Nacional do sindicato agradece a construção, presença e força do nosso coletivo, seguiremos, pressionando, até que a pec seja arquivada de vez e deixe de renascer com outros nomes. Por fim, ressaltamos que não aceitamos que o IBGE seja laboratório de precarização, o IBGE é peça fundamental do país e precisa ser fortalecido e respeitado.





Saudações sindicais


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