29 de janeiro ficará na memória, democracia SIM, fundação NÃO

O ato dos servidores do IBGE no Rio de Janeiro, em frente à sede da instituição foi convocado pelas coordenações dos núcleos Sede, Chile, Canabarro e Dipeq-RJ(Ses/RJ) e Executiva Nacional da ASSIBGE. Estiveram presentes mais de 200 ibegeanos, ativos e aposentados, juntos manifestamos repúdio a criação da Fundação IBGE+ e denunciamos a perseguição ao sindicato, que vem ocorrendo por parte do IBGE.



Além dos servidores, o ato contou com a participação de Raul, representante do Sindsef, sindicato que representa os servidores do INPI entre outros órgãos, e também com os assessores dos gabinetes do Deputado Federal Glauber Braga e do Vereador Chico Alencar, ambos do PSOL, esses representantes demonstraram solidariedade e se colocaram à disposição, assim como seus gabinetes, para apoiar a luta dos servidores.
Na manifestação o posicionamento dos que falaram, como dirigentes de núcleos, dirigentes nacionais do sindicato, lideranças desta mobilização e diversos outros servidores, essa proposta de fundação IBGE + não afeta apenas o IBGE, mas também o conjunto de servidores públicos, pois se este modelo prevalecer vai abrir a porta para que outros órgãos viabilizem fundações paralelas em busca de recursos públicos e privados. O IBGE, portanto, seria um “laboratório” para um projeto maior, com o objetivo de reduzir gastos e pessoal na administração direta, autárquica e fundacional, fortalecendo uma estrutura paralela.



Vários manifestantes também questionaram a postura do presidente do IBGE, que estaria tentando modificar aspectos históricos e tradicionais da instituição, como o exemplo da inclusão de um prefácio político, escrito pela governadora de Pernambuco, em uma publicação do IBGE, o que foi visto como uma propaganda partidária indevida.
Pedimos para que o presidente recue da criação da Fundação IBGE+, abra um diálogo com os servidores e democratize a gestão do IBGE, promovendo eleições para os cargos de Presidente e Congresso Institucional, conforme defendido por vários presentes.




Outro ponto importante levantado durante o ato foi a questão do oportunismo político. Muitos manifestantes observaram que setores conservadores, de direita, e a imprensa liberal, que nunca criticaram os indicados para o IBGE nos governos passados, estão agora se apresentando como defensores da instituição, justamente quando ela é alvo de ataques.
Neste momento esses setores se arvoram defensores do IBGE, como que nos apoiando, a ASSIBGE, entretanto, novamente informa que mantém sua independência em relação a governos, partidos e administrações do IBGE, defendendo o que considera justo, sem se submeter a pressões políticas.



O sindicato também criticou as medidas antissindicais adotadas pela direção do IBGE e reafirmou que esses ataques jamais serão usados como moeda de troca para amenizar as críticas à criação da Fundação IBGE+. E a respeito destes ataques consideramos no mínimo estranho que um Presidente que se diz democrático e do diálogo, pertencente a um partido progressista, tenha tais atitudes, tanto no que diz respeito ao ataque ao sindicato, como ao método que usou, de total sigilo para tentar impor a fundação IBGE+ .



O ato concluiu com a reafirmação da necessidade de fortalecer o IBGE por meio de mais recursos financeiros e concursos públicos, visando a capacitação contínua dos servidores. Não se pode substituir esse processo por trabalho temporário em atividades permanentes. O discurso do presidente, que sugere que o IBGE e seus servidores estão ultrapassados tecnologicamente, é visto como um desrespeito aos avanços conquistados pela instituição e uma tentativa de minar a integração e o bem-estar dos servidores. Despreza todos os avanços realizados e não permite diálogos que possam proporcionar integração de equipes e tranquilidade para execução dos trabalhos. Nem mesmo o abaixo assinado dos gerentes, a carta de servidores da Ence, o pedido de exoneração dos cargos na DPE é DGC, as inúmeras manifestações de servidores demonstrando descontentamento não o fazem abrir – infelizmente – qualquer diálogo.



Queremos que o Presidente recue de vez com a ideia da fundação e abra diálogo com os servidores. A luta continua em defesa de um IBGE forte, democrático e comprometido com a qualidade do trabalho dos servidores. A luta é por respeito e por uma gestão mais democrática, com a voz dos servidores sendo ouvida!
Saudações sindicais,
ASSIBGE Sindicato Nacional
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