
Em 4 de fevereiro, a Executiva Nacional da ASSIBGE reuniu-se com o presidente do IBGE, Marcio Pochmann. A reunião interrompeu um período de 6 meses em que o presidente do IBGE recusou-se a dialogar com o sindicato, a despeito da profunda crise atravessada pelo Instituto, o encontro foi uma oportunidade para a retomada do diálogo e soluções de problemas. Infelizmente, passados 35 dias, a ASSIBGE não recebeu nenhuma informação da presidência relativa aos pontos acordados na reunião, nem mesmo em questões urgentes.
Pontos acordados na reunião e sem encaminhamento pela presidência do IBGE até o momento:
1- Questionamentos ao nome e espaços da ASSIBGE-SN
A direção do IBGE comprometeu-se a reanalisar a situação à luz dos argumentos e documentação da ASSIBGE. Até o momento não houve comunicação de nenhuma mudança de posição da direção nesses temas.
2- IBGE+
Foi acordado que a direção enviaria ao sindicato as informações e documentos pertinentes à suspensão da Fundação IBGE+. Até o momento, nada foi enviado.
3- Congresso Institucional
A direção concordou em debater com a ASSIBGE a ideia de congresso institucional, com base na experiência de outros órgãos, como a Fiocruz. Não houve ainda abertura para nenhuma discussão a respeito. Paralelamente, a direção do IBGE segue encaminhando a discussão de temas institucionais estratégicos em um espaço controlado e restrito (“diálogos 3”), modelo criticado pela ASSIBGE na reunião do dia 4 de fevereiro.
4- Pauta não remuneratória dos trabalhadores temporários
O presidente indicou que os pontos da pauta não remuneratória dos temporários, já apresentados pela ASSIBGE desde 2023, demandam mais tempo de análise por parte da direção. Até o momento não houve qualquer resposta a respeito.
5- Revisão da portaria de Teletrabalho
A direção se comprometeu a fazer uma nova apreciação do parecer da procuradoria que, ao acolher um dos argumentos da ASSIBGE-SN, recomendou a adequação da portaria do teletrabalho. Até o momento não houve comunicação sobre essa reavaliação.
6- Mudança dos trabalhadores da Chile para o prédio do Serpro
Foi indicado que representantes da direção se reunissem com representantes do núcleo Av. Chile para tratar da mudança. A direção, porém, informou posteriormente por ofício ao núcleo que não se reuniria. A mudança já foi iniciada sem diálogo com a representação local dos trabalhadores afetados e com graves problemas organizacionais e logísticos.
7- Compensação da greve da Av. Chile
A direção afirmou que avaliaria a possibilidade de compensação dos dias de paralisação e greve dos servidores da Av. Chile. Até o momento não houve retorno quanto a essa avaliação. Os trabalhadores que já sofreram desconto seguem sem resposta.
8- Agenda de reuniões
Foi acordado que será elaborada uma agenda de reuniões entre a direção e a Executiva Nacional da ASSIBGE-SN. Até o momento não houve nenhum retorno quanto a realização de novas reuniões. Além dos pontos da reunião de 4 de fevereiro não terem sido resolvidos até o momento, novos problemas têm surgido que demandam tratamento imediato, como a restrição da indenização de campo e a estrutura inadequada prevista para o Censo Agropecuário.
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