
Você sabia que comparecer às urnas nas Eleições 2026 poderá ser utilizado pelo INSS como prova de vida? A informação é do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O comparecimento à votação está entre os registros que podem ser utilizados pelo INSS para a comprovação de vida, evitando que aposentados e pensionistas precisem ir ao banco ou a uma agência exclusivamente para esse procedimento. E atenção: quem não votar não terá o benefício bloqueado por esse motivo.
Mas votar é muito mais do que cumprir uma obrigação eleitoral. É exercer um direito e escolher os rumos do país. E o servidor público sabe o preço que se paga quando os direitos são atacados.
A ASSIBGE-SN tem denunciado os impactos dos anos do governo Bolsonaro sobre os servidores e os serviços públicos: foram quatro anos sem reajuste salarial para o funcionalismo federal, quase quatro anos sem concursos públicos, ataques à Previdência e uma política de desmonte e enfraquecimento do Estado.
E não podemos esquecer a pandemia.
Durante a pandemia, enquanto os servidores estavam na linha de frente para manter o país funcionando, o governo Bolsonaro impôs, por meio da Lei Complementar 173/2020, o bloqueio da contagem do tempo de serviço por 583 dias. A medida afetou direitos como aposentadoria, quinquênios, triênios, anuênios e licenças-prêmio.
Também não podemos esquecer a Reforma da Previdência (EC 103/2019), que alterou as regras de aposentadoria e aumentou a contribuição previdenciária, trazendo prejuízos para servidores ativos, aposentados e pensionistas.
Muita gente que viveu aquele período já não está aqui para contar.
Por isso, memória também é instrumento de luta. Neste ano, vá às urnas. Participe, informe-se, compare os projetos, os históricos e as posições de quem pede o seu voto.
Porque quem trabalha no serviço público sabe: o que está em jogo não é apenas o nosso salário. É o serviço público, a Previdência, os direitos dos trabalhadores e o Estado que queremos construir.
ASSIBGE-SN, informação, memória e luta em defesa do serviço público.
Informações sobre a utilização do comparecimento às urnas como prova de vida: Tribunal Superior Eleitoral (TSE).



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