
A Executiva Nacional da Assibge – Sindicato Nacional repudia o comunicado emitido pela Diretora de Geociências (DGC) do Instituto, que proíbe os servidores da diretoria de manterem comunicações com servidores de outras diretorias e orienta um modelo de comunicação rígido, no qual cada servidor deve, em regra, apresentar queixas apenas à sua chefia imediata.
A administração pública moderna e eficiente impõe a necessidade de uma comunicação ágil entre os servidores, com espaço para comunicação direta, tanto horizontalmente (entre diferentes áreas do Instituto) como verticalmente (diretamente entre servidores e seus coordenadores e diretores), quando necessário.
O modelo de comunicação preconizado pela diretora é antiquado, autoritário, burocrático e destoa das boas práticas de gestão. Para além disso, a regra imaginada pela diretora não está respaldada em nenhuma legislação ou normativa. A organização hierárquica supõe o acatamento de ordens, mas não impede a comunicação direta com outras áreas ou com níveis hierárquicos superiores.
Evidentemente, os servidores devem se comunicar com seus superiores hierárquicos de forma respeitosa. Isso decorre da civilidade e não da hierarquia. O respeito devido a um superior hierárquico não é, em nenhum aspecto, maior do que o respeito devido a colegas ou a subordinados.
A ASSIBGE entende que a divulgação de um comunicado vedando a comunicação com outras áreas do Instituto se aproxima de assédio institucional, assédio esse que estará concretizado caso se tente realmente efetivar essa determinação.
Essa medida autoritária se soma a outras da atual gestão do IBGE, que configuram um clima de perseguição e intimidação aos servidores e à sua organização sindical. Assim como no passado, os servidores do IBGE responderão a essas medidas reforçando sua organização coletiva.


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