
No dia 10 de julho, a economista e professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Denise Gentil participou da mesa “Análise de Conjuntura Nacional e Internacional e a Mobilização dos Servidores no Cenário Atual”, realizada durante a reunião da Direção Nacional da ASSIBGE-SN. A mesa foi compartilhada com a internacionalista Séfora Pereira e reuniu reflexões sobre o cenário geopolítico internacional, os desafios para a economia brasileira e o papel do Estado na promoção do desenvolvimento nacional.
Em sua exposição, Denise apresentou uma análise da conjuntura econômica internacional e dos efeitos da financeirização do capitalismo sobre a economia brasileira. A economista destacou que o país atravessa mais de quatro décadas de baixo crescimento econômico, associadas ao processo de desindustrialização, à redução dos investimentos produtivos e ao aumento da dependência da exportação de commodities. Segundo ela, esse modelo amplia a dependência da economia brasileira em relação ao mercado internacional, reduz a capacidade de investimento produtivo e dificulta a retomada do desenvolvimento econômico.
A professora explicou que a financeirização desloca recursos da atividade produtiva para a valorização de ativos financeiros, tornando os investimentos em produção, indústria e infraestrutura relativamente menos atrativos. A professora explicou que a financeirização desloca recursos da atividade produtiva para a valorização de ativos financeiros, tornando os investimentos produtivos relativamente menos atrativos. Em sua avaliação, as elevadas taxas de juros e a baixa taxa de investimento comprometem a capacidade do Estado de impulsionar o desenvolvimento econômico, fortalecer a indústria e ampliar a capacidade produtiva nacional.
Ao concluir sua participação, Denise Gentil defendeu a retomada do investimento público, o fortalecimento da política industrial e do planejamento estatal como instrumentos para promover o desenvolvimento econômico e reduzir as desigualdades. Ressaltou ainda que a construção de um projeto nacional de desenvolvimento depende não apenas de decisões técnicas, mas também da mobilização social e da organização coletiva dos trabalhadores.
Sua contribuição ampliou o debate da Direção Nacional ao relacionar as transformações da economia mundial às escolhas de política econômica adotadas no Brasil, oferecendo elementos para refletir sobre os desafios do desenvolvimento nacional e o papel do Estado nesse processo.


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