
Em resposta ao ofício protocolado pela ASSIBGE, comunicando a deflagração da greve, a Direção do IBGE encaminhou o Ofício nº 339/2026, com orientações e ameaças relacionadas ao movimento grevista. A ASSIBGE respondeu prontamente. A Executiva Nacional vem a público deixar claro: não vamos aceitar qualquer tentativa de intimidar, criminalizar ou enfraquecer o direito de greve dos trabalhadores e trabalhadoras do IBGE.
O ofício, que chegou nesta sexta-feira (7), apresenta as orientações da Direção do IBGE para uma eventual deflagração de movimento grevista e afirma que as unidades do Instituto deverão manter 70% dos servidores em atividade durante as paralisações.
O documento também informa que a Administração pretende descontar os dias não trabalhados e afirma que poderá adotar medidas judiciais para questionar a greve caso não sejam cumpridas as exigências apresentadas pelo Instituto.
A greve, iniciada hoje, 10 de agosto, pelo Núcleo Bahia, e em construção em outros núcleos, é legítima e está dentro da lei. Ela é resultado da insatisfação da categoria com o descumprimento de acordos, a falta de diálogo e a precarização das condições de trabalho.
A categoria decidiu parar porque não foi ouvida. E vai seguir mobilizada para fazer valer seus direitos.
Nenhum direito foi conquistado com recuos diante de ameaças burocráticas. A força do IBGE não está em gabinetes ou pareceres punitivos, mas na união dos seus trabalhadores e trabalhadoras.
A resposta à intransigência é a unidade: não aceitaremos a retirada de direitos nem o desrespeito à nossa organização sindical!
A GREVE É UM DIREITO! RESPEITEM OS TRABALHADORES DO IBGE!
Por que estamos em greve?
A greve não é resultado de uma reivindicação isolada. É fruto de um processo de desgaste que vem se acumulando no IBGE, marcado por decisões unilaterais, retirada e restrição de direitos, precarização do trabalho e, sobretudo, pela recusa da Direção em estabelecer um diálogo efetivo com os trabalhadores.
A suspensão do ingresso de novos servidores no PGD foi o estopim de uma insatisfação construída há meses. A medida atinge a isonomia entre trabalhadores e se soma a outros problemas: mudanças nas regras de progressão, restrições à indenização de campo, precarização do trabalho temporário, sucateamento das unidades e práticas antissindicais.
A ASSIBGE-SN buscou reiteradamente abrir negociações, por meio de ofícios, mobilizações e reuniões com a Direção do Instituto e órgãos do Governo Federal. Sem respostas concretas, a categoria decidiu ampliar a mobilização e construir a greve.
É diante desse conjunto de problemas e da falta de disposição da gestão para negociar que os trabalhadores do IBGE cruzam os braços.


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