
A Executiva Nacional e os Núcleos da ASSIBGE-SN no Rio de Janeiro realizaram, nesta quarta-feira (12), uma abordagem durante a Reunião Operacional com as Superintendências Estaduais do 12º Censo Agropecuário, Florestal e Aquícola, realizada no CDDI, unidade do IBGE localizada na General Canabarro, no Rio de Janeiro. Os trabalhadores panfletaram, conversaram com os participantes e apresentaram as reivindicações da categoria, cobrando da Direção do Instituto a abertura imediata de negociações.

A atividade, no entanto, enfrentou a resistência da Direção do IBGE, que não permitiu sequer que a representação sindical fizesse um breve pronunciamento durante o evento. Enquanto a Direção afirma estar aberta ao diálogo, na prática, a realidade é outra: não há reunião marcada com a representação sindical. A Diretora-Executiva do IBGE, Flávia Vinhaes Santos, chegou a afirmar que não tinha “um minuto” para receber os representantes do sindicato e não os convocou para uma reunião. Falta disposição real para negociar e sobram bravatas.
A abordagem foi definida ontem, durante a Internúcleos Nacional, reunião virtual com representantes de todo o país, e reafirma a pauta aprovada na Reunião Nacional da ASSIBGE-SN e a construção da greve nos estados. A pauta é unificada e engloba o conjunto dos trabalhadores e trabalhadoras do IBGE: ativos, aposentados, efetivos e temporários, porque os ataques à instituição e aos direitos da categoria atingem a todos. A greve por tempo indeterminado iniciada pela Bahia na segunda-feira (10) deu ainda mais força à mobilização nacional. Em outros estados, os trabalhadores seguem realizando assembleias, atos e paralisações e avançando na construção de um movimento nacional, com categorias em estado de greve e se preparando para novas mobilizações.
A luta é por um IBGE sem precarização, com condições dignas de trabalho, respeito aos direitos e democracia. A categoria quer negociação de verdade.
A pauta da categoria:
Isonomia no PGD para os novos servidores;
Retorno dos critérios de indenização de campo, uma conquista da greve;
Reajuste e ampliação de direitos dos trabalhadores temporários;
Combate à precarização e defesa de melhores condições de trabalho;
Democracia e respeito à representação dos trabalhadores.
A mobilização segue crescendo em todo o país. Confira a cobertura e acompanhe as próximas ações aqui no site.


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