A Superintendência do IBGE na Bahia enviou ofício orientando que trabalhadores temporários, como os APMs, podem assumir funções e dar continuidade às atividades durante a greve.
A contradição é evidente: para manter o IBGE funcionando, os temporários são considerados plenamente aptos a assumir responsabilidades. Para garantir direitos e valorização, porém, são tratados como trabalhadores de segunda categoria.
Não dá para ser servidor só quando interessa à direção.
Se o trabalho é essencial, quem o realiza também merece respeito, direitos e valorização.
A ampliação do trabalho temporário no IBGE não é uma solução neutra para as necessidades do órgão. Ela contribui para a desmobilização da categoria, ao ampliar uma força de trabalho submetida à precarização e sem a mesma estabilidade dos servidores efetivos. O resultado é uma instituição cada vez mais dependente de trabalhadores temporários para funcionar, enquanto a direção utiliza essa mesma condição para enfraquecer a organização coletiva e a luta por direitos.


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