Na avaliação da Executiva Nacional, a mudança nas regras do PGD (Programa de Gestão e Desempenho) representa um ataque à isonomia, ao tratar, de maneira diferenciada, servidores regidos pelo mesmo regime jurídico. A medida também gera uma quebra de expectativa, uma vez que havia uma perspectiva concreta de entrada desse grupo no PGD. A Resolução do Conselho Diretor (RCD) que altera as regras para os novos servidores é mais uma ação que revela a falta de planejamento, a arbitrariedade e o desrespeito da atual gestão do IBGE para com a categoria. Uma mudança implementada nesses moldes abre precedentes para novas arbitrariedades que podem atingir o conjunto dos servidores e a própria dinâmica do órgão.
Mudanças nas regras do PGD e o enfraquecimento da isonomia estão conectados a outras ações do IBGE também combatidas pelo sindicato.
- Alteração nas regras de progressão dos servidores;
- Restrições das indenizações de campo;
- Inativação do comitê gestor de carreiras;
- Não instalação do Comitê Interno de Governança (CIG);
- Não ampliação de direitos para os trabalhadores temporários;
- Relacionamento entre o IBGE e as Fundações de apoio;
- Ações antissindicais.
A Executiva Nacional entende que decisões dessa natureza devem observar os princípios da transparência, da motivação dos atos administrativos, da segurança jurídica e do tratamento isonômico entre servidores submetidos ao mesmo regime jurídico, razão pela qual considera imprescindível que os fundamentos da medida sejam amplamente divulgados e submetidos ao controle social e institucional.


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