
Às portas do fim de semana, a direção do IBGE finalmente respondeu a um dos muitos ofícios da ASSIBGE solicitando reuniões. Mais uma vez, porém, criou obstáculos imaginários à negociação e alegou pendências que já haviam sido respondidas. O dado curioso é que esse mesmo ofício passou a circular, vindo, ninguém sabe de onde, nos grupos de WhatsApp dos funcionários do Instituto, numa estratégia que lembra expedientes bolsonaristas de desinformação.
As misteriosas pendências, sequer citadas nominalmente no ofício, são tão constrangedoras que nem a própria direção tem coragem de explicitá-las. A primeira é a inédita cobrança de aluguel pelos espaços ocupados pelo sindicato em imóveis do IBGE, uma medida antissindical assinada por Marcio Pochmann. A cobrança já foi respondida por meio do Ofício nº 47/2026, com proposta de contrato de comodato sem custos para a representação sindical.
A outra “demanda” diz respeito à tentativa de impedir o uso da marca “ASSIBGE/SN”. Ocorre que o registro da marca foi deferido pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial em 28 de julho de 2026 e, portanto, não cabe à direção do IBGE contestá-lo.
Enquanto cria desculpas para não negociar, a direção ignora demandas reais da categoria, como a petição protocolada pela Executiva Nacional em 12 de junho, solicitando providências urgentes e um protocolo de segurança para os servidores lotados em Parada de Lucas, ou o pedido de cessão de uma sala para o Núcleo Chile/Horto, hoje sem espaço para representar os trabalhadores da unidade.
O próprio Marcio Pochmann afirmou a um companheiro da EN, diante de testemunhas, que não se sentava à mesa com “alguns diretores dessa Executiva” e acusa o sindicato de ser “bolsonarista”.
Mas não somos nós que recorremos aos expedientes típicos da extrema direita, presidente.


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