
A decisão foi construída coletivamente
Entre os dias 9 e 12 de julho, representantes dos Núcleos Sindicais de todo o país reuniram-se na Direção Nacional da ASSIBGE-SN para avaliar a situação do IBGE e definir os próximos passos da mobilização da categoria. Após amplo debate, foi aprovado o indicativo de greve nacional a partir de 5 de agosto, condicionado à aprovação pelas assembleias nos estados.
Essa decisão não foi tomada de forma precipitada. Ela é resultado da avaliação de que a crise institucional do IBGE chegou a um ponto que exige uma resposta coletiva dos trabalhadores.
O que levou a essa decisão?
O diálogo com a administração está esgotado
Apesar das inúmeras tentativas de negociação, os problemas centrais continuam sem solução. A Direção Nacional avaliou que o processo de negociação encontra-se comprometido, tornando necessária a intensificação da mobilização da categoria.
O IBGE vive uma crise institucional
A categoria acompanha o agravamento de problemas que afetam diretamente o funcionamento do Instituto:
enfraquecimento institucional;
decisões centralizadas sem diálogo;
insegurança quanto ao futuro do IBGE;
desvalorização dos trabalhadores;
deterioração das condições de trabalho.
Defender os direitos dos servidores significa também defender a capacidade do IBGE de cumprir sua missão pública.
A greve é um instrumento legítimo de negociação
O indicativo de greve não representa o encerramento das negociações. Ao contrário, é um instrumento legítimo de pressão para que a administração apresente respostas concretas às reivindicações da categoria.
A experiência demonstra que avanços importantes nas negociações ocorreram quando houve forte mobilização dos trabalhadores.
Por que 5 de agosto?
A data foi definida para permitir que:
*todos os Núcleos realizem assembleias democráticas;
*a categoria discuta amplamente a situação;
*cada base delibere soberanamente sobre a adesão ao movimento;
*sejam organizadas as atividades estaduais de mobilização.
A greve somente será deflagrada após a deliberação das assembleias locais, fortalecendo sua legitimidade.
O que acontece agora?
Até 5 de agosto, cada Núcleo Sindical deverá:
*realizar assembleias;
*apresentar o balanço da situação do IBGE;
*discutir as deliberações da Direção Nacional;
*deliberar sobre a adesão à greve;
*fortalecer a mobilização em defesa do Instituto e da categoria.
Defender o IBGE é defender um patrimônio público
A mobilização aprovada pela Direção Nacional não se limita às reivindicações dos trabalhadores. Ela expressa a defesa de um IBGE forte, público, técnico e comprometido com a produção de informações estatísticas e geocientíficas indispensáveis ao planejamento nacional e às políticas públicas. Esse entendimento esteve presente em toda a reunião da DN, que reafirmou a defesa do Instituto como uma instituição permanente de Estado e a valorização de seus trabalhadores.
Participe da assembleia do seu Núcleo.
Informe-se. Debata. Delibere.
A força da mobilização depende da participação de todos.


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