

A ASSIBGE-SN realizou, entre os dias 9 e 11 de julho, sua Reunião de Direção Nacional para definir os rumos da categoria no segundo semestre. O encontro reuniu 71 delegados de Núcleos Estaduais e membros da Executiva Nacional, com a participação de servidores da ativa, aposentados e trabalhadores temporários. Durante os três dias de atividade, o grupo avaliou a conjuntura política, traçou um calendário de lutas e estruturou a metodologia de debate para a reestruturação da carreira do IBGE. Os relatórios e deliberações do encontro serão encaminhados para debate nas próximas assembleias locais.

Debate sobre a carreira
A elaboração de um cronograma e de uma metodologia para debater o futuro da carreira foi um dos pontos centrais do encontro. Conforme aprovado em plenária, os debates ocorrerão entre julho e dezembro deste ano, por meio de comissões locais. As comissões discutirão eixos estratégicos, como o papel do IBGE na estrutura do Estado, o histórico da carreira e suas alterações e a composição remuneratória dos servidores.
Serão eleitos, através de assembleias, os representantes de cada núcleo para compor a comissão nacional. Contudo, haverá critérios para participação na comissão nacional: as comissões locais deverão consolidar suas discussões em um relatório padronizado e, caso não entreguem o documento final, perderão o direito de representação na mesa nacional.






Calendário de lutas e construção da greve nos estados

O agravamento da crise institucional no IBGE levou a Reunião de Direção Nacional a aprovar um calendário de lutas que aponta para a construção de uma greve nacional a partir do dia 5 de agosto. Segundo o sindicato, a paralisação tornou-se inevitável diante de uma série de medidas precarizantes e da postura autoritária da atual presidência do órgão que, desde o final do ano passado, recusa-se a receber a representação dos trabalhadores, travando negociações cruciais. A aprovação da greve será discutida nas assembleias locais nas próximas semanas. Além da greve, o calendário de luta conta com outras atividades preparatórias como estado de greve e atos nos estados.


A insatisfação da categoria acumula motivos que vão desde cortes de indenizações de campo a ataques à isonomia. Entre os principais pontos criticados estão:
- Ataques a direitos: Suspensão do PGD para servidores em estágio probatório, retrocessos nas progressões, quebra de acordos, e ataques à isonomia;
- Precarização financeira: Cortes nas indenizações de campo e gratificações precárias pagas aos trabalhadores do Censo;
- Abuso institucional: Inativação do comitê gestor de carreira, transferências arbitrárias de servidores, sucateamento de agências e superintendências, além de práticas antissindicais.
- Trabalhadores temporários: Ausência de novos direitos ou garantias para a modalidade de contratação temporária e congelamento salarial.






Próximos passos
O foco do movimento agora se volta para as bases. Nas próximas semanas, os núcleos sindicais realizarão assembleias locais com os objetivos de repassar as deliberações do encontro, instituir os grupos de trabalho para debater a reestruturação da carreira e avaliar a construção do movimento paredista.
Com a realização do encontro nacional, a ASSIBGE-SN reforça sua tradição de democracia interna e de decisões colegiadas.















Deixe um comentário
Você precisa fazer o login para publicar um comentário.