
Mais uma vez, numa flagrante demonstração de despreparo e falta de planejamento, a presidência do IBGE e seu conselho diretor simplesmente retiram dos concursados do CNU que estão no fim do período presencial obrigatório de um ano o direito de solicitar o ingresso no Programa de Gestão (PGD) sem nenhuma justificativa plausível.
Seguindo o padrão de decisões tomadas às pressas, de forma pouco transparente e autoritária, o Conselho simplesmente determina que por 60 dias, todas as solicitações de ingresso no PGD estarão suspensas enquanto os diretores e superintendentes discutem “a nova definição de sistemática”.
Não é a primeira vez que a Direção do IBGE altera as regras do PGD de maneira abrupta e sem diálogo com os trabalhadores e sua representação sindical. Em 2024, foram necessárias rodadas de reuniões e mobilizações locais para que as mudanças impostas pela Direção ocorressem em um prazo razoável para a adaptação dos servidores e dos setores.
É muito claro que não houve planejamento e que a administração simplesmente ignora o conceito de isonomia e tudo que foi prometido aos novos funcionários quando ingressaram no órgão. Enquanto isso, em unidades precárias e locais de trabalho sem condições ideais, os novos funcionários seguem à mercê de uma administração que continua a sua absurda e incompetente gestão de pessoas.
É preciso mobilizar urgentemente os trabalhadores do IBGE contra os desmandos da Administração de Marcio Pochmann. A Executiva Nacional solicita que os núcleos sindicais conversem urgentemente com os servidores que ingressaram através do CNU para discutir uma mobilização que expresse a indignação e a insatisfação que une antigos e novos servidores.
A ASSIBGE segue acompanhando a situação junto ao seu departamento jurídico, que já analisa as providências cabíveis diante da suspensão do PGD e dos prejuízos impostos aos servidores ingressantes pelo CNU.


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