

Atos foram realizados em diversos estados nesta quinta-feira (27). No Rio de Janeiro, cerca de 200 trabalhadores participaram da mobilização em frente à sede do Instituto e, diante da falta de resposta da Direção, lideranças da ASSIBGE-SN ocuparam o 8º andar para cobrar uma agenda de negociação.
A mobilização integra o movimento nacional construído pela ASSIBGE-SN e reforça a disposição dos trabalhadores de seguir na luta. A manifestação teve como eixo central a cobrança por uma agenda efetiva de negociação com a representação sindical e por respostas às reivindicações da categoria, que envolvem temas como carreira, PGD, indenização de campo, reajuste dos trabalhadores temporários, condições de trabalho para todos os servidores, segurança e gestão democrática.






Apesar da mobilização, a Diretora-Executiva do IBGE, Flávia Vinhaes, não recebeu a representação sindical. A situação repete episódios anteriores em que a entidade buscou abrir um canal de diálogo com a Direção, sem obter uma reunião efetiva. Flávia Vinhaes responde pelo IBGE na ausência do presidente, Márcio Pochmann.
Trabalhadores ocupam o 8º andar e cobram reunião
Após o ato realizado em frente à sede do IBGE, lideranças da ASSIBGE-SN entraram no prédio e ocuparam o 8º andar para cobrar uma agenda de reuniões sobre a pauta dos trabalhadores.
A iniciativa foi uma resposta à falta de disposição da Direção para receber a representação sindical. As lideranças permaneceram no local cobrando respostas e reafirmando que a solução para o conflito passa pela abertura de uma negociação efetiva.
A ASSIBGE-SN vem reiterando que a greve e as mobilizações são consequência da ausência de diálogo e que a abertura de uma mesa de negociação é o caminho para superar o impasse.
Mobilização toma o país



A mobilização desta quinta-feira não ficou restrita ao Rio de Janeiro. Trabalhadores do IBGE realizaram atos em diferentes estados, demonstrando que a insatisfação com a condução da atual gestão e a cobrança por negociação fazem parte de uma mobilização nacional.
A força das manifestações mostra que a categoria segue organizada e disposta a ampliar a pressão até que suas reivindicações sejam efetivamente discutidas. Enquanto a Direção do IBGE não abre espaço para o diálogo, os trabalhadores ampliam a mobilização. A luta continua em todo o país.
Próximos passos
A avaliação do ato já resultou em novos encaminhamentos. No Rio de Janeiro, foi aprovada a realização de um Encontro Internúcleos híbrido no dia 1º de setembro, às 16h, na sede do IBGE, com participação de trabalhadores da base.
A reunião terá como objetivo organizar uma força-tarefa para buscar apoio de parlamentares fluminenses às reivindicações da categoria e ampliar a articulação política em defesa dos trabalhadores do Instituto.

Enquanto isso, a Bahia segue em greve, mantendo a mobilização iniciada no estado no dia 10 de agosto.
Os atos realizados nesta quinta-feira mostram que a luta dos trabalhadores do IBGE ganhou dimensão nacional e segue com novos passos de organização e pressão sobre a Direção.
Enquanto não houver diálogo, a mobilização continua.



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